Grampolândia desgasta imagem do MPE; ex-comandante-geral da PM é condenado


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O ano de 2019 marcou a retomada das investigações da Grampolândia Pantaneira em Mato Grosso. Depois do ministro Mauro Campbell Marques, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinar que o caso voltasse à Justiça estadual, os coronéis Zaqueu Barbosa e Alexandre Lesco, e o cabo Gerson Correa, passaram a colaborar com as apurações. Gerson citou casos envolvendo membros do Ministério Público Estadual (MPE) nas interceptações ilegais e outros casos.
Em 7 de novembro, Zaqueu, que foi comandante-geral da Polícia Militar no Governo Pedro Taques, foi condenado a oito anos de prisão por coordenar as ações dos militares nos grampos. Em seus depoimentos, ele vem defendendo que Pedro Taques e também o ex-secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques foram os chefes do esquema.

Ex-comandante-geral da PM, Zaqueu Barbosa é apontado como o líder dos grampos em MT

A Polícia Judiciária Civil (PJC) montou uma força-tarefa para investigar o caso. A delegada Ana Cristina Feldner voltou a investigar a Grampolândia, desta vez ao lado da colega Jannira Laranjeira. Houve troca na equipe, com saída dos delegados Luciana Canaverde e Rafael Mendes Scatolon.

A força-tarefa vem colhendo depoimentos e chegou a realizar acareação entre os coronéis Lesco, Zaqueu e Airton Siqueira para saber se o ex-governador Pedro Taques determinou que o escritório de grampos fosse desmontado e as provas destruídas.

O Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) do MPE instaurou nove procedimentos a partir dos depoimentos de Gerson. Destes, cinco foram arquivados, um resultou em denúncia e outros três seguem sob investigação.

Promotor Marco Aur�lioAté o momento já foram arquivadas as suspeitas de participação do procurador Paulo Prado na cessão das placas Wytron ao escritório dos grampos, a falsificação pelo promotor Marcos Regenold de assinatura para continuidade de interceptações telefônicas e as buscas de dados pessoais de maneira irregular pelo promotor Marco Aurélio Castro nas operações Aprendiz e Imperador.
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Promotor Marco Aurélio é um dos membros citados pelo cabo Gerson como envolvidos em irregularidades. Foi denunciado pelo vazamento de diálogo
Em relação à procuradora Ana Cristina Bardusco, forma arquivadas suspeitas de violação do sigilo funcional ao supostamente acessar dados da Sefaz sem autorização judicial e também de prevaricação, por não ter tomado providências criminais tendo conhecimento de crimes cometidos pela JBS S/A e Wesley Batista.
O promotor Marco Aurélio de Castro foi denunciado pelo vazamento de uma ligação entre o desembargador Marcos Machado e o ex-governador Silval Barbosa. O processo tramita no Tribunal de Justiça.

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