Sonhar não custa: veja quem são os 13 cotados para a vaga de Selma no Senado

Atual MT Com  O Livre

Só na ALMT, seis podem entrar na disputa. Lista ainda inclui vereadores, um deputado federal e os candidatos
 “originais”(Fotos: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O discurso da maioria é o mesmo: embora o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tenha cassado definitivamente o mandato de Selma Arruda (Podemos) como senadora e determinado a realização de nova eleição, “muita água ainda pode rolar por debaixo da ponte”. Mesmo assim, pelo menos 13 candidaturas já estão, digamos assim, “pré-lançadas”.

Só na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), seis deputados estaduais estão na lista dos interessados na vaga. São tantos que, pelos corredores já se fala em uma lista de “protagonistas” e outra de “coadjuvantes”.

O candidato “número 1” é o deputado estadual Elizeu Nascimento (DC) que, ao contrário dos demais, não tem feito muita “cerimônia” para reconhecer sua intenção.


Logo em seguida aparecem Max Russi (PSB), que estaria contando com o apoio de Janaina Riva (MDB), a vice-presidente da Mesa Diretora. Ao LIVRE, a parlamentar disse que vai esperar saber quem são os candidatos, de fato, para então se posicionar.

Na lista principal estaria ainda Lúdio Cabral (PT) que, em entrevista ao LIVRE, negou já ter se colocado com o candidato do partido, mas defendeu que o PT tenha um nome na disputa.

“O PT concentra essa linha de frente contra o governo Bolsonaro, então é natural que o partido tenha um candidato a essa vaga. E temos todas as possibilidades de colocar um nome, em conjunto com outros partidos de esquerda”, disse.

No Parlamento estadual a lista se completaria com Dilmar Dal Bosco (DEM), o presidente da Mesa Diretora, Eduardo Botelho (DEM) e o ex-correligionário de Selma, Silvio Fávero (PSL).

Fávero, de acordo com sua assessoria, ainda vai aguardar orientação do partido sobre o assunto. 

O que também deve ocorrer no caso de Dilmar e Botelho, pois são filiados à mesma legenda.Lúdio Cabral 


Vereadores também querem


Na Câmara de Cuiabá, dois nomes se declararam interessados na vaga. Mário Nadaf, que é filiado ao PV, colocou-se “à disposição” de seu partido publicamente, durante a sessão plenária de quinta-feira (12).

Já Abílio Júnior (PSC) disse que os planos de seu grupo político, daqui para frente, incluem candidaturas a todos os cargos possíveis, o que não deixa de fora a vaga que era de Selma Arruda.

Apesar disso, o vereador ponderou ainda acreditar em uma chance de a ex-senadora reverter a cassação. 

A defesa de Selma Arruda já anunciou que deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).Mário Nadaf 

Candidatos “originais”

A disputa pela vaga deixa por Selma Arruda também deve ter a presença do deputado federal José Medeiros (Podemos) que, meses antes da diplomação da companheira de partido, também foi cassado do cargo de senador. Um processo que teria contribuído, na época, para ele não tentar a reeleição.

Mas Medeiros acabou conseguindo decisões que ainda lhe possibilitaram concluir o mandato. Sua estratégia, então, foi o cargo de deputado federal nas eleições de 2018. O caso, no entanto, não foi concluído pelo TSE, o que significa que o parlamentar ainda pode enfrentar dificuldades para disputar o Senado.

E quem, com certeza, vai concorrer à vaga de Selma Arruda é o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), um dos autores da ação que resultou na cassação dela.

A defesa de Fávaro, aliás, teve negado pela Justiça o pedido para que ele fosse autorizado a assumir o mandato como um “tampão”, até a conclusão do novo pleito. Seu partido, o PSD, deve tentar reverter a decisão no Supremo Tribunal Federal (STF).José Medeiros.


Além de Fávaro, o advogado Sebastião Carlos (Rede Sustentabilidade) – que também disputou o Senado em 2018 – foi um dos autores da denúncia contra a ex-senadora.

Já o advogado Waldir Caldas (Novo), que recebeu 71,4 mil votos na eleição em 2018, começa conversações internas no partido para decidir se concorre novamente.

A lista dos cotados – mas apenas nos bastidores da política – ainda conta com o ex-governador Pedro Taques (PSDB) e o ex-senador – na época suplente de Blairo Maggi – Cidinho Santos (PL).

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