Vereador usa grupos de Wathsap para acusar policiais militares estarem a mando de grupo político de Rosário Oeste



Foto: Arquivo (Vereador Tito da Forquilha)

Da Redação

Dois dias após a prisão de sua filha Cilene Almeida Mendes pela Polícia Militar na última sexta- feira (6) em cumprimento de uma decisão liminar da justiça estadual que determinou a reintegração de posse do lote 235, do Assentamento Forquilha do Rio Manso, localizado no município de Rosário Oeste, o vereador João Augusto Arruda, o Tito da Forquilha usou vários grupos de Wathssap para atacar os policiais militares que deram apoio a um Oficial de Justiça de estarem perseguindo a ele e a sua família a mando de um grupo político de Rosário Oeste.

De acordo com informações da Polícia Militar, a filha do vereador só foi presa porque resistiu em acatar a ordem de reintegração de posse como também ter ameaçado e desacatado os policiais que estavam dando um apoio assistencial ao oficial de justiça.

Em áudio de 7 minutos e 1 segundo, o vereador Tito agradece algumas pessoas e em seguida ataca os policiais militares que participaram da ação de reintegração de posse do Lote 235 e os acusa de estarem a mando de um determinado grupo politico que supostamente, segundo o parlamentar estaria perseguindo ele e a família dele.

Só a título de informação, o Rosário Notícias transcreveu o áudio do vereador Tito, na íntegra, respeitando a forma que o parlamentar utiliza a língua portuguesa para se expressar. 

“(...) Eu quero dá um esclarecimento para vocês aqui, que vocês sabem o que aconteceu sexta-feira no lote 235 né? Que minha filha’ tava’ cuidando pra nossa amiga Roseli que tá em Mutum hoje, que ela ocupou o lote no ano passado, né. Lote que foi do Seu Joaquim Federal, aonde o Vando vendeu o ano passado né e o Incra ‘tava’ aqui fazendo um grande trabalho com o Isac junto com a Associação e passou nesse lote e constou abandonado e que não tinha ninguém nesse lote. A associação ajudou a Roseli e a Roseli começou a ocupar o lote e depois que começou a ocupar o lote, juntou o pessoal do Vando, voltou pra trás, começou a ameaçar ela junto com o Sindicato de Rosário Oeste e mais alguns grupos políticos, começou a ameaçar ela nesse lote e chegou até entrar em depressão e ela tá em Mutum hoje tratando, não pode ficar com o lote mais e por último ‘teve’ que colocar a minha filha Cilene pra tomar conta do lote , ‘cuidá’ até a Roseli ‘voltasse ‘ pra trás (..)”, justificou o vereador em tom de ataque disparando ainda ataques direto aos policiais militares tentando desmerecer o trabalho dos mesmos afirmando que a PM não tem prerrogativa para cumprir ordem de reintegração de posse em território federal que está dentro do Estado de Mato Grosso e tentando intimidá-los , em tom de coação disse que irá procurar a corregedoria da Polícia Militar para denunciar a ação dos mesmos no Assentamento da Forquilha e que vai provar que eles estão o perseguindo.

“(...) Juntou o Vando que já tinha vendido ‘pra’ um grande empresário de Mutum com o Sindicato e mais um grupo político aqui de Rosário Oeste, pagaram advogado, fizeram falcatrua em cima do vereador né, uma perseguição em cima do vereador, armaram uma cilada muito grande em Rosário Oeste e entrou com a reintegração de posse. Agora eu pergunto pra você, esse lote é do Incra, do governo federal e o lote nem nome do senhor Vando não ‘tava’, ‘tá’ no nome do Seu Joaquim Federal ainda, vieram aqui na sexta- feira, duas viaturas, nove ‘policial’ junto com o sindicato, junto com o senhor João Doido e com a Marcilene, que fica ‘atazando’ a vida do povo da Forquilha”, disparou Tito da Forquilha.



Aos 2 minutos e 43 segundos do áudio , o vereador Tito começa a atacar e acusar diretamente os policiais militares de estarem agindo a mando de um grupo político e ainda os acusa de terem agido de forma truculenta.

“(...) Chegou lá, acharam a minha filha lá, indefesa, só ela, porque o esposo tinha saído para trabalhar. Chegaram, quebraram a porta do fundo, na maior ignorância, carregando a mudança dela em cima do ‘baú’, né. ‘Prenderam’ a moto dela, uma moto só porque estava sem placa dentro da casa dela, (...) prenderam a minha filha, levaram detida pra Rosário , ficou mais de 3 horas de relógio dentro do ‘furgão’ da viatura, ‘preso’ né. (...) E pra encerrar a fala, colocaram o empresário junto com o senhor Vando no lote que ‘compraram’ , ‘ a gente’ já entrou, já peguei advogado , vou amanhã pra Cuiabá amanhã né, vou na Corregedoria da Polícia Militar, vou levar, o que aconteceu, o que a Polícia Militar e Civil , não tem o direito de entrar dentro de uma área federal e fazer isso que fizeram aqui, tá (...)”, afirmou Tito da Forquilha.

Mostrando estar abalado psicologicamente , o vereador também não poupou ataques à Imprensa ao final do áudio.

“(...) Vocês já viram matérias denegrindo a imagem do vereador, que o vereador tomou lote, que o vereador assentou filha, não tem nada disso pessoal, depois dessa grande vistoria que o Isac fez com a associação no ano passado, ‘ficaram’ inclusive esse lote, mais vinte e poucos lotes né, pra trás e vai vir outra vistoria a partir do ano que vem, tá (...)”, argumentou o vereador Tito que reside na Forquilha.

Já quase finalizando o seu áudio de 7minutos, o vereador Tito acusa o parcelero Vando de juntamente com os policiais militares ter massacrado a filha dele no momento da reintegração de posse do lote 235 e mais uma vez ameaça que irá denunciar a ação para a Corregedoria da PM como também na Superintendência do Incra em Cuiabá.

“Amanhã nós estamos em Cuiabá, e vamos falar com o superintendente, vamos falar com a Procuradoria do Incra,né, com a Corregedoria da Polícia Militar para ver se isso é certo, fazer isso aí, essa perseguição em cima do vereador Tito aqui no P.A da Forquilha, eu tenho 24 anos que moro aqui e não preciso disso, , né, depois que virei vereador , graças a Deus através desse povo que me abraçou, começou a perseguição, mas nós não vamos abaixar a cabeça, e vamos fazer as coisas acontecer (...), nós vamos pra cima, vamos fazer diferente (..)” , declarou o vereador Tito da Forquilha.

OS CITADOS

O Rosário Notícias entrou em contato com a comandante do 7º Batalhão de Polícia Militar, Tenente Coronel Regina e ao ter conhecimento do áudio do vereador Tito, a mesma não quis gravar entrevista, mas apenas limitou-se a dizer que os policiais só prenderam a filha do vereador Tito por causa do comportamento dela e que eles apenas deram um apoio ao oficial de justiça.

“Foi um apoio à Justiça, a prisão da moça foi em decorrência do comportamento dela”, assegurou a comandante do 7º BPM. 

Já a senhora Marcilene e o seu esposo João “Doido” citados pelo vereador Tito no áudio , até o fechamento da matéria não haviam retornado as nossas mensagens deixadas em um numero de Wathssap . 

O espaço continua aberto á quem de direito achar necessário usá-lo. A equipe do Rosário Notícias está trabalhando para converter o áudio do vereador Tito da Forquilha em um arquivo de nosso servidor para que os nossos internautas possa ouvi-lo , caso ainda não tenham ouvido o mesmo em grupos de Wathssap.

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