Senadores esquerdistas criam a Lei e Jornalistas e Policiais podem ser presos a qualquer momento

Fotos: Geraldo Magela , Agência Senado e Bem Paraná
Marcos Lopes

Algumas linhas abaixo vou escrever um editorial sobre a Lei de Abuso de Autoridade e talvez até mesmo antes de você tiver terminado a leitura do mesmo, poderei ter recebido a “visita” de policiais, que mesmo contra a vontade deles, terão que me “conduzir” até a delegacia mais próxima da Polícia Federal para que eu possa prestar esclarecimento sobre o meu posicionamento pessoal neste editorial. Por isso, que peço leia-a e compartilhe este texto e ajude não só a este jornalista, mas a todos os demais jornalistas que cobrem as áreas policial e política a gritarem: “Senadores esquerdistas criam a Lei de Abuso de Autoridade e dificultam o trabalho da Polícia e da Imprensa Especializada”, nos ajude a ecoar este grito. O Brasil não pode retroceder. 

Em vigor, desde a última sexta- feira (3), a Lei de Abuso de Autoridade, em sua essência irá dificultar as ações da Polícia como também o trabalho de cobertura de jornalistas especializados na área policial, pois a partir de agora, os “cidadãos” que forem pegos em flagrante delito, não podem ser mais chamados de suspeitos, mas sim, detidos. Não serão mais encaminhas e sim, conduzidas até a delegacia mais próxima. 

A Lei de Abuso de Autoridade é de autoria dos senadores esquerdistas Randolfe Rodrigues (Rede Sustentabilidade) e Renan Calheiros (MDB) que em sua redação teve acrescido um substitutivo de Roberto Requião (MDB). 

Exímio defensor do bom jornalismo e do trabalho de jornalistas que atuam de forma imparcial e independente , principalmente na área policial, o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) sancionou a Lei do Abuso de Autoridade com 108 diapositivos aprovados pelo Congresso, mas conseguiu vetar 36 artigos, o que pode ser considerado parcialmente, uma pequena vitória do Poder Executivo Federal. 

Entre os artigos vetados, estão alguns que obrigava o agente público, no caso, policiais a se identificarem ao preso e que também proibia execuções de decisões judiciais de forma "ostensiva e desproporcional", com direito a punição do policial que permitisse a captação de imagens do preso ou investigado como também capturasse imagem do mesmo, o que poderia acarretar em grave punição para o uso irregular de algemas. 

Na prática, a Lei de Abuso de Autoridade, será um “cheque em branco” para que políticos e pessoas poderosas cometam crime do “colarinho branco” e fiquem impunes até a data do julgamento ou que possam ter seus “atos falhos” reportados pela Imprensa. Já na área policial, o mesmo acontece, mas com um outro “olhar clínico”, como já dito anteriormente, os “cidadãos” presos por policiais , só podem ser chamados de detidos e não serão mais encaminhados e sim conduzidos para uma delegacia mais próxima. 

Outro fator , que a Lei de Abuso de Autoridade trouxe e que irá atrapalhar o trabalho dos jornalistas investigativos e da área policial, é que agora os “novos detidos” não poderão mais ser filmados e fotografados de frente, só de costas. E caso algum profissional da Imprensa descumpra essa determinação ou um policial permita a captura frontal de imagens dos “novos conduzidos”, poderão ser presos e pegarem de 4 meses á 4 anos de reclusão fechada. 

Vale ressaltar aqui, o esforço do presidente Jair Bolsonaro em não sancionar a Lei de Abuso de Autoridade, mas por interesses próprios , liderados pelos senadores esquerdistas Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros que tiveram a colaboração especial do senador paranaense Roberto Requião, a maioria dos deputados federais e senadores aprovaram esta lei absurda , que remete ao prenúncio da regulamentação da Imprensa pelas ditaduras esquerdistas lideradas por Cuba através do Foro de São Paulo, do qual o Brasil deixou de fazer parte, após o então deputado federal por São Paulo, Jair Bolsonaro ser eleito presidente do Brasil. 

Se de um lado a Lei de Abuso de Autoridade impede o trabalho da Imprensa, graças à maioria dos congressistas, por outro lado, temos um presidente da República, que ao contrário dos deputados e senadores, respeita e da mais liberdade aos pequenos e médios veículos de comunicação como também aqueles considerados emergentes e que concorrem diretamente com os grandes e tradicionais veículos, a prova disso, é que Jair Bolsonaro acabou com o pagamento das tais Bonificação por Volume (B.V) e com frequência concede entrevistas as emissoras concorrentes da “Vênus Platinada” (leia-se Rede Globo) como SBT, Record TV e Rede TV. 

Sites de notícias até então considerados pequenos ou emergentes pela Grande Mídia ou por Governos anteriores na esfera federal, têm tido o privilégio de entrevistarem de forma exclusiva o presidente Bolsonaro e isso mostra que a censura não está vindo por parte do Governo Federal e sim de deputados federais e senadores esquerdistas que tentam criar um clima de tensão e como não conseguem e aí criam leis absurdas como esta do Abuso de Autoridade. 

Gostaria de falar mais coisas, mas o pouco que falei, já estou correndo o risco de ser preso a qualquer momento.


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